Eram porque haviam se encontrado. Haviam encontrado um no outro o que eram ou porque eram. Encontros cruzados e dolorosos pois o que um gostara no outro, o que era espelho um no outro do encanto exemplar era justamente a parte que ambas as partes vinham a tempos e por caminhos aridos e tortuosos tentando eliminar. O que ele gostara nela era o que era nela tão forte e caracteristico, talvez o que era natural nela, a parte que era tao dolorosa e grande. Talvez se chamasse liberdade ou era assim que parecia estampada e era o que nos olhos dele brilhavam.
O que ela gostara nele era o que era nele quantitativamente tão forte e característico, o que era a parte mais dolorosa dele. Talvez se chamasse apego, comodismo, pés presos no chão. Ou era assim que parecia estampado e nos olhos dela brilhavam.
Grande identidade de desejos e seres. Desejos que eram as partes que estavam vigorosamente tentando ser descartadas. E os corações apressados num passo de vontade e lamento citavam: eu desejo o seu lado mais doloroso. Eu desejo alimentar o que em ti se liga a mim e é o seu câncer.
Como pediremos um ao outro ja feridos com o excesso de magia infiltrada a luz dos primeiros grandes reconhecimentos, não ame o que em mim é grande e tão insensato? Não ame o que em mim é grande e que não quero mais que me faça parte.
Como podemos querer um no outro aquilo que não queremos mais ser? Como pedir continuemos sendo para continuarmos estando um no outro se não queremos estar em nós mesmos?
Não ame o que em mim é grande e tão insensato.
domingo, 9 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário