terça-feira, 13 de julho de 2010

Ia carregando o mundo
nas costas
chamava isso de sensatez.
dizia - aguento, cabe..
encarava com labios cerrados e olhos precisos a retidez e o andar cambaleante.
e assim o mundo ia sendo levado a cada mês.
não sobrava muito tempo, não dava pra consertar as costas, não descarregava o mundo mesmo nos feriados nacionais. as vezes o mundo pesava mais nesses dias.
e o mundo crescia. Acho que pelo excesso de desajeito, as costas moldavam vertebras suficientes para carregar outros mundos. E deixava-se mundos mu(n)darem-se.
deixava deixando, ia deixando
mas naquele outro feriado nacional ia pensando, será que um dia por Deus eu paro?
Será que o mundo acaba?
Há de acabar

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