Já pensou, aqui a gente construía nosso castelo de barro e pedras,decorava com cristal e grão de café. Colocava uma bandeira no topo que dizia o nosso reinado. a gente fazia uma passagem subterrânea que levava até o nosso esconderijo onde estavam as coisas que só nós sabíamos. fazíamos um buraco do lado do castelo e colocávamos água limpa para os peixes e uma ponte pra ficar mais bonito de se ver. daria pra plantar rosas em volta e a gente usaria as que fossem morrendo para fazer perfumes e cada perfume seria único, porque a gente misturava com um pouco de terra e mato e um pouco de florzinha amarela do campo e nunca saberíamos como fazer a mesma receita do mesmo jeito de novo. E a gente vendia numa tenda de bambu na frente do castelo, junto com cristais que a gente pegou na cachoeira e seriamos ricos! daria pra comprar casas e terras e um monte de cavalos para todas as crianças que iriam morar nas nossas casas e terras. quando o dia estivesse chato a gente andaria de avião, cada roda de carvão desenhada no chão seria um assento, se precisava a gente colocava mais um pros amigos que podiam querer vir junto. E a gente viajava admirando as paisagens, conhecíamos todos os países, os reais e os inventados. Mas quando a gente queria chegar rápido mesmo e não estava preocupado em admirar o mundo a gente ia de bicicleta mesmo.
Já pensou, a gente nos dias de festas, se vestia de bicho, inventava histórias, contava das nossas viagens no palco e chamava a vizinhança pra assistir nossas danças. As caixas do quintal eram boas pro palco, a gente pintava de azul. E pegava as fitas de música do pai, ensaiava uma semana, criava árvores de papelão daquelas que a gente só viu no Japão, a gente podia também usar a tinta preta pra puxar os olhos e também a vermelha pra vestir de índio.
(inacabado)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
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