domingo, 18 de dezembro de 2011

Exorcizo esse ardor com a respiração branda, acalmando o pulsar intenso para ver se a alma acompanha o mesmo domínio que imponho ao meu corpo. Reorganizo racionalmente meus pensamentos, tentando fugir das fantasias e ilusões que alimentariam ainda mais a chama. Me imponho paciência, contenho as vontades súbitas, não ajo através de nenhuma das minhas ideias lindas e formadas em 5 segundos. Não me vendo a esses mundos açucarados formados com prolongamentos do pouco que existiu de toque, de cheiro, de contato. Mundos formados no depois, onde não existe você, só eu, minhas ideias e minha cama. Digo para mim mesma que me envolvi comigo mesma, com minha mente que adora transformar realidade em filme, em cena, que quer inventar estórias para enriquecer a vida; me envolvi foi com minhas próprias ilusões, com esse outro ser criado pela minha mente e não realmente com o que você é. Nem te conheço. Quase nada. Não muito. É assim que me livro, me dispo, me lavo de ti. Esfrego pra fora, limpo até embaixo das unhas. Tiro os rastros.
..............Como se fosse possível eliminar a rubéola com um banho de esfregão, como se fosse possível retirar com as pontas dos dedos o vírus que corre no sangue............
Mas faço repouso enquanto estou enferma de ti.

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