domingo, 9 de dezembro de 2012

Acho que nasci para cultivar outros jardins, e não para esperar que cuidem do meu. Acho que deveria parar de sentar no degrau da porta do quintal esperando que venham plantar por aqui. Deveria deixar de aguardar o recebimento das flores que nasceram nas árvores tão bem a(m)paradas e adubadas por mim, ou dos frutos maduros, derrubados com a naturalidade do deixar-ser. Deveria aceitar que minha função continua sendo a mesma, a de distribuir mudas, amaciar terrenos, ajudar o crescimento alheio. E apenas essa função. E meu jardim? ele também nasce, é mais forte, rústico, se vira com as chuvas escassas que Deus dá, é bonito também. deveria aceitar ser em si e se dar sem receber.

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